
As hemorroidas são estruturas vasculares normais do canal anal, formadas por vasos sanguíneos, tecido conjuntivo e fibras musculares. Elas fazem parte da anatomia do organismo e têm a função de auxiliar na continência fecal, portanto, em condições normais, passam despercebidas e não causam qualquer incômodo.
O problema acontece quando essas estruturas sofrem dilatação, inflamação ou se deslocam da posição habitual, passando a provocar sintomas como dor, sangramento e desconforto. É nesse momento que falamos em doença hemorroidária.
O desenvolvimento da doença hemorroidária está relacionado ao aumento da pressão na região anal e ao enfraquecimento dos tecidos de sustentação dessas estruturas.
Entre os principais fatores associados estão:
Esses fatores contribuem para a dilatação dos vasos e para o deslocamento das hemorroidas, favorecendo o aparecimento dos sintomas.
Os sintomas variam conforme o tipo e o grau da doença hemorroidária. As hemorroidas internas costumam causar menos dor, enquanto as externas tendem a ser mais dolorosas. Entre os sintomas mais comuns estão:
É importante destacar que nem todo sangramento anal é causado por hemorroidas, o que reforça a necessidade de avaliação médica.
As hemorroidas são classificadas de acordo com sua localização em relação à linha pectínea, uma estrutura anatômica que divide o canal anal em duas regiões com características diferentes.
As hemorroidas internas localizam-se acima da linha pectínea, dentro do canal anal e geralmente não causam dor, pois essa região tem menor sensibilidade à desconfortos. O sintoma mais comum é o sangramento vermelho vivo durante ou após a evacuação. Em casos mais avançados, podem exteriorizar pelo ânus, fenômeno conhecido como prolapso.
As hemorroidas externas ficam abaixo da linha pectínea, na região anal externa, que é ricamente inervada, por isso, tendem a provocar dor, desconforto, inchaço e sensação de nódulo ao redor do ânus. Quando ocorre trombose, o quadro pode se tornar bastante doloroso e inflamatório.
É importante destacar que um mesmo paciente pode apresentar hemorroidas internas e externas simultaneamente, e a identificação correta do tipo é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
As hemorroidas passam a exigir atenção quando os sintomas se tornam frequentes, intensos ou persistentes. O sangramento recorrente, a dor importante, o prolapso frequente e o impacto na qualidade de vida são sinais de que a condição deixou de ser apenas um achado anatômico e passou a representar um problema de saúde.
A progressão da doença hemorroidária ocorre quando a dilatação dos plexos vasculares e o enfraquecimento dos tecidos de sustentação se mantêm ao longo do tempo, em função da falta de diagnóstico e tratamento.
Isso favorece microtraumas repetidos durante a evacuação, levando a sangramentos recorrentes e inflamação crônica.
Com a persistência do quadro, pode haver perda sanguínea cumulativa, aumento do edema local e maior risco de trombose hemorroidária.
Também é importante destacar que prolapso progressivo dificulta a higiene, intensifica a inflamação e perpetua sintomas como dor e desconforto; além disso, essa condição pode atrasar o diagnóstico de outras doenças do trato intestinal inferior, uma vez que sangramentos passam a ser encarados como rotineiros.
Você deve ficar atenta a:
O diagnóstico é essencialmente clínico e começa com uma avaliação detalhada dos sintomas e do histórico do paciente, no entanto em alguns casos pode ser complementado por:
Essa avaliação permite classificar o grau da doença e definir a melhor estratégia de tratamento.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas, do grau da doença e das características individuais do paciente. As opções incluem:
Quando corretamente diagnosticadas e tratadas, as hemorroidas apresentam excelente resposta ao tratamento: a maioria dos pacientes experimenta alívio significativo dos sintomas, melhora da qualidade de vida e redução do risco de recorrência, especialmente quando as orientações médicas são seguidas.
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