
A doença hemorroidária é uma das condições mais frequentes nos consultórios do médico proctologista, podendo causar sintomas como sangramento, dor, desconforto, coceira e sensação de evacuação incompleta.
Em muitos pacientes, além das hemorroidas, também estão presentes os chamados plicomas anais (popularmente conhecidos como mariscas), que consistem em excessos de pele localizados na região anal.
Embora os plicomas anais nem sempre provoquem dor, eles podem dificultar a higiene local e favorecer episódios recorrentes de irritação.
Nesse contexto, a associação entre os lasers de diodo e CO₂ surge como uma alternativa moderna, permitindo tratar diferentes estruturas da região anal com precisão e preservação dos tecidos saudáveis.
As hemorroidas são estruturas vasculares naturais presentes no canal anal, o problema surge quando esses vasos se dilatam ou sofrem alterações que levam ao aparecimento de sintomas, caracterizando a doença hemorroidária.
Já as mariscas são pregas ou excessos de pele localizados ao redor do ânus: muitas vezes, surgem após crises hemorroidárias, tromboses anais ou processos inflamatórios repetitivos.
Embora não sejam consideradas hemorroidas propriamente ditas, é comum que ambas as condições coexistam.
Em muitos casos, o paciente procura atendimento devido ao desconforto causado pelas hemorroidas e descobre durante a avaliação que também possui plicomas que podem ser tratados no mesmo procedimento.
O laser de diodo atua por meio da emissão de energia térmica diretamente nos tecidos vascularizados das hemorroidas: sua ação promove a coagulação dos vasos e a retração progressiva do tecido hemorroidário, reduzindo seu volume sem a necessidade de grandes incisões.
O objetivo é tratar a causa dos sintomas, preservando ao máximo as estruturas ao redor.
Essa tecnologia é especialmente útil para hemorroidas internas e para determinados casos em que se busca uma abordagem menos invasiva quando comparada às técnicas cirúrgicas convencionais.
Enquanto o laser de diodo atua principalmente sobre estruturas vasculares internas, o laser de CO₂ possui grande precisão para corte e vaporização de tecidos superficiais, por essa razão, ele é frequentemente utilizado para a remoção de mariscas e outros excessos de pele da região anal.
A energia do laser de CO₂ permite uma retirada precisa dessas estruturas, com excelente controle da profundidade do procedimento e menor agressão aos tecidos adjacentes.
Além do benefício funcional, a remoção das mariscas pode facilitar a higiene local e reduzir quadros recorrentes de irritação e desconforto.
Cada tecnologia possui características específicas e atua de forma diferente sobre os tecidos, portanto quando o paciente apresenta simultaneamente hemorroidas e mariscas, a associação dos dois lasers permite que cada alteração seja tratada com a ferramenta mais adequada.
Enquanto o laser de diodo atua na redução dos mamilos hemorroidários internos, o laser de CO₂ possibilita a remoção precisa dos excessos de pele externos.
Dessa forma, o tratamento se torna mais completo, abordando tanto os sintomas relacionados à doença hemorroidária quanto os desconfortos provocados pelas mariscas.
A utilização conjunta dos lasers CO₂ e diodo oferece diversas vantagens quando existe indicação adequada.
Permite corrigir simultaneamente duas condições frequentemente associadas, evitando que o paciente trate apenas uma parte do problema.
Ambas as tecnologias proporcionam atuação direcionada, preservando os tecidos saudáveis ao redor da área tratada.
Os lasers promovem coagulação durante o procedimento, contribuindo para uma cirurgia mais controlada.
A energia é aplicada de forma seletiva, reduzindo o trauma cirúrgico quando comparado a algumas técnicas tradicionais.
Embora a recuperação varie de acordo com cada paciente, a menor agressão aos tecidos pode favorecer um pós-operatório mais confortável.
De uma forma geral, todos os pacientes que apresentam doença hemorroidária associada a mariscas podem se beneficiar da abordagem combinada com laser, no entanto, a indicação depende de fatores como grau das hemorroidas, quantidade de plicomas, sintomas apresentados e características individuais de cada caso, o que significa que ela deve ser feita pelo especialista em proctologia.
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